Fotógrafa que transforma seu carro em casa, percorre a Patagônia e tudo isso vira filme! Camila Caggiano em Entrevista News

Vamos conhecer mais da intimidade da querida Camila Caggiano, escaladora, fotógrafa e que ama aventuras a bordo de seu veículo que é sua casa durante suas viagens. Várias pessoas sonham em fazer o que ela fez e faz, qual sua desculpa para não viver seus sonhos, quanto estão te pagando para você deixar de viver o que realmente deseja? Leia e se inspire…


Idade, onde nasceu e mora, estado civil.

   …43 anos, nasci e moro em São Paulo, divorciada.

 Como foi sua infância? Gostava de boneca ou carrinho? Rsss

Haha, sempre gostei de carrinhos. Muito mais divertido né? Sempre fui moleca. Tinha poucas amigas, mas muito amigos. Cada dia ia brincar na casa de um, de carrinho, futebol de botão…

Aos 12 anos pedi de aniversário uma prancha de surf. Como não tinha meninas surfando, eu pedia para um amigo levar a prancha pra mim até o mar, e lá eu pegava. Andar com a prancha fazia todo mundo olhar e eu tinha vergonha. Fiz parte da geração que andava de skate e roubava madeira compensado em obra para fazer rampa de skate no quintal.

 Desde quando começou seu amor pela escalada?

Faz 6 anos. Um amigo me levou num ginásio de escalada. Eu gostei e comecei a ir diariamente. Mas quando me levaram para escalar na rocha foi o início de uma paixão que se tornou minha vida.

  Além da fotografia e escalada, quais são suas outras paixões?

Ler! Sou viciada em livros! E comida japonesa.

 Quando percebeu que era possível ter um carro como casa em suas viagens?

Na minha primeira viagem para escalar na Argentina. Fui de avião, mas percebi que quem estava de carro tinha possibilidades d ir para todo lado. Senti falta, pois deixei de conhecer muitos lugares. Foi na virada do ano de 2017/2018. Em junho de 2018 em maio de 2018 comecei a pensar como seria ir de carro, sozinha. Vi que era uma viagem cara. Então percebi que se o carro fosse minha casa eu não gastaria com hospedagem.

No início de julho comprei o carro.

    

 Como foi seu planejamento para essa aventura na Patagônia que se originou seu filme?

Não houve muito planejamento. Foram 5 meses construindo o carro. Eu sabia apenas que tinha data de partida. Partiria depois no último evento que eu ia fotografar, no início de dezembro. E sabia que queria ir até o Ushuaia e Piedra Parada. Li em alguns blogs sobre o que precisaria ter no carro para viajar pela Argentina e fiz minhas adaptações. O carro ficou pronto uma semana antes da partida. Daí coloquei no GPS, Ushuaia, e fui seguindo.

 Enquanto construía sua casa em seu veículo, o que escutou de mais desagradável de pessoas que são presas ao Sistema?

Basicamente todos diziam que eu não voltaria viva. Me diziam para comprar arma, spray de pimenta… Não corri absolutamente nenhum risco. As pessoas assistem muita TV.

 O que faltou no seu carro para melhorar a praticidade na sua próxima Road trip?

Climatizador, fez falta, já estou providenciando.

Quebrar regras é….

Regras? Rs. Sou anarquista, não acredito em regras.

Num planeta onde somos moldados desde da barriga da nossa mãe, a sermos escravos de crachás, escravos de um emprego em horário comercial, escravos de achar sexta-feira  ótimo e segunda-feira  macabra, como viver fora da caixa perto de pessoas que ainda não entenderam que a vida é mais que pagar boletos?

Acho que não tenho pessoa próximas que não tenham intendido. Até minha família, por mais que sigam o padrão, não cobram que eu faça o mesmo. Sempre escutei que o que importa é ser feliz. Os amigos gostariam muito de fazer o mesmo, mas muitos temem largar tudo. Mas vontade não falta e não me criticam. Na verdade, muitos dos meus amigos já fizeram alguma mudança nesse sentido. O resto eu ignoro.

Já sofreu algum acidente grave em escalada?

Não. Apenas torções. Sou muito cautelosa com segurança. Sei que ninguém está livre, mas tento minimizar ao máximo os riscos.

 Para a mulher que está lendo e queira começar a escalar, qual dica dá e como e por onde começar?

Ir numa academia indoor e conhecer as pessoas é sempre um jeito fácil. Existem ótimos cursos, mas sempre será importante conhecer escaladores para fazer viagens junto… Eu criei um grupo no facebook chamado esmalte com magnésio”. Um grupo de meninas que escalam, pode ser um início. Já levei meninas sem experiência para escalar através do grupo, e outras podem fazer o mesmo.

 Qual a sensação de ter um Filme de sua Viagem?

Maravilhosa. Muitas pessoas me escrevem pedindo dicas de viagem, de viajar em carro, de lugares para escalar. O filme vai ser uma forma de levar muitas informações à todos. E vai ser muito legal contar tudo que aprendi nesse jornada.

 Porque “Sob Estrelas”?

O primeiro texto do blog conta uma escalada que fiz e dormi num platô, tendo apenas o céu como teto. Mas acho que não tem um motivo único. Meu quarto, mesmo depois de adulta sempre teve starfix, essas estrelas que a gente cola no teto e brilham no escuro. Acho que olhar um céu estrelado me dá sensação de liberdade, de que não existem fronteiras que não possam ser ultrapassadas.


Camila por Camila… Uma sonhadora, eternamente criança.

Comida que mais detesta… Abobrinha

Maior perrengue em viagem… Quase ficar sem gasolina no meio do nada.

Próximas aventuras… Até o Alaska de carro

Um país que sonha em conhecer… Nepal

Brasil é… meu lar, zona de conforto.

Beijinho ou Brigadeiro… salgado.

Um bom lugar para morar precisa ter… Paz

Mulher nasceu…. para brilhar.


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About Janah Leite

Pedagoga, ama ser a mãe da Maria, engajada em políticas sociais. Gosta de inspirar as pessoas a viverem seus sonhos. Sempre tem uma visão positiva de seu posicionamento no mundo. Encara a viagem como uma busca constante de compreender o comportamento do ser humano, em suas diversas facetas, criando mais empatia e entendendo que somos iguais em diversas necessidades, independente da cor, religião, opção sexual e classe econômica.