Casal se conhecem em festa de grupo “Mochileiros” do Facebook e estão dando Volta ao Mundo!-Entrevista News

Quem sabe sua mochila gêmea, não é aquela pessoa que sempre curte seus comentários, nos grupos de Viajantes das redes sociais? Hein?!

Olha a história desse casal…e se inspirem…

Já passaram por 20 países e  pretendem viajar por mais 2 ou 3 anos…

O que prendem vocês a realizarem seus sonhos? Só temos uma vida, aproveite!

dsc_0019

A quanto tempo estão juntos? De qual cidade são do Brasil? Aonde se conheceram?

O Renan é de Paranaguá. Morou alguns anos em Curitiba e depois se mudou para São Paulo a trabalho. A Michele sempre morou em São Paulo.

Nós tínhamos alguns amigos do grupo “Mochileiros” em comum e acabamos nos conhecendo no final de 2012 em uma festa deste grupo.

Quem dos dois decidiu primeiro que estava na hora de mudar de vida?

Nós tomamos a decisão em conjunto. No começo, logo que nos conhecemos, o Renan tinha vontade de largar o emprego para viajar por uns 5 meses pela América do Sul, e começamos a juntar dinheiro para isso (não tínhamos a menor ideia de quanto iríamos precisar e nem de que lugares visitaríamos).

Mas, com o tempo, fomos pensando: “e se incluíssemos também a América Central? E se déssemos um pulo na África?”. Um dia, enquanto visitávamos uma livraria, encontramos alguns livros de brasileiros que largaram tudo e viajaram o mundo inteiro. Aí pensamos: “Por que não?”. Compramos vários livros sobre o assunto e, quando nos demos conta, aquela viagem de 5 meses já havia se convertido em um projeto de alguns anos.

dsc_0056

 

Quanto tempo demoram para juntar o dinheiro para cair no mundo?

Oficialmente começamos a juntar dinheiro pouco depois que nos conhecemos, antes mesmo de ter noção da grandeza que a viagem teria no fim das contas. Mas já tínhamos alguma reserva, que juntávamos desde antes sem saber exatamente para quê (nenhum de nós era muito gastão, e quase sempre conseguíamos guardar um pouco do salário no fim do mês).

Mas foi em 2015 que as coisas finalmente deram certo. O Renan foi demitido da empresa onde trabalhava há alguns anos e recebeu uma boa grana de acerto. Ainda recebemos uma indenização da Avianca porque perderam nossas mochilas em uma viagem, e um antigo processo de herança que o Renan tinha por receber finalmente se desenrolou. Assim, dentro de poucos meses tínhamos tudo pronto para cair no mundo.

dsc_0030   dsc_0039

Familiares e amigos…apoiaram vocês?

Sim. Com o Renan foi mais fácil: seu pai já havia feito umas loucuras parecidas quando era jovem, e ficou bastante empolgado.

A mãe da Michele ficou um pouco assustada no começo, mas depois que viu que este era o nosso sonho, passou a nos apoiar também.

Como planejaram o roteiro? Por proximidade ao Brasil, por gostos, como funcionou o planejamento da logística da Volta ao Mundo de vocês?

Nós não temos um roteiro bem definido. Fizemos alguns rabiscos no mapa antes de sairmos e demos uma lida geral sobre alguns países (segurança, questão de visto, essas coisas). Mas agora estamos na Malásia e não temos muita ideia de qual será o nosso próximo destino. Gostamos de ir desenrolando pelo caminho mesmo.

Os primeiros passos foram mais fáceis: decidimos começar por Foz do Iguaçu e entrar logo na Argentina, pois tínhamos ansiedade de viajar por outro país e começar a enfrentar as primeiras dificuldades, como idioma e câmbio de dinheiro. Dali descemos até o Ushuaia (no começo não tínhamos certeza se iríamos até lá) e fomos subindo até os EUA. Inicialmente estava nos planos viajar por lá e pelo Canadá também, mas por questões financeiras decidimos deixar estes países para o final.

A quanto tempo estão na estrada, tem data de término?

Estamos completando 2 anos e 6 meses na estrada. Não demos ideia de quando a viagem vai terminar. Inicialmente pensamos em viajar 3 anos, mas já vimos que vai ser impossível (não fizemos nem metade do que pensamos ainda). Se tudo der certo, ainda teremos vários anos pela frente!

dsc_0265

Em todas as fotos percebemos que o casal tem um mascote… conte-nos a historia dele.

Ele é o Mucuvinha, nosso filho. Foi um presente que a Michele deu para o Renan pouco depois que nos conhecemos. Uma vez, quando fomos à Cuba de férias, levamos o Mucuvinha junto, e a partir de então ele tem nos acompanhado por todos os lugares.

O que é qualidade de vida para vocês?

Muita gente (e nós fazíamos parte deste grupo) acha que a qualidade de vida está diretamente ligada ao dinheiro. Hoje vemos que não é assim. O dinheiro tem sua importância para suprir as necessidades básicas (como proporcionar uma alimentação saudável e um lar seguro), mas a partir daí não é mais o dinheiro, e sim a pessoa, que define a sua qualidade de vida.

Nós passamos por regiões muito pobres onde conhecemos pessoas bem felizes, enquanto somos bombardeados por notícias de milionários que se suicidam ou afundam em depressão. Para nós, a qualidade de vida está ligada à felicidade, e a felicidade está ligada ao tempo que você tem para curtir a vida, viver novas experiências e ir em busca de seus sonhos. Hoje, nós temos tempo de sobra e estamos vivendo o que sempre sonhamos. Tem vida melhor que esta?

Talvez alguém possa argumentar: “Mas o dinheiro é importante. Afinal, sem dinheiro vocês não estariam viajando”. Não discordamos, mas lançamos uma pergunta: “Será que você está aplicando o seu dinheiro em seu sonho?”. Nós não éramos ricos – morávamos em casas simples, não tínhamos smartphones, não tínhamos carro do ano (o Renan tinha uma caminhonete ano 2000 que não conseguia dar a volta na esquina sem dar problemas) e usávamos roupas simples. Poderíamos ter vivido com mais luxo, mas nunca teríamos chegado aonde chegamos desta forma. Se não tivéssemos viajado, hoje talvez pudéssemos morar em Moema e ter um carro de luxo na garagem (e sofrer todos os meses para pagar as contas). Não, obrigado.

E, quando falamos em sonhos, não estamos dizendo para largar tudo e viajar o mundo. Talvez seu sonho seja aprender a tocar algum instrumento. Talvez seja montar um restaurante. Cursar uma faculdade ou uma pós-graduação. Escrever um livro. Pular de paraquedas. Virar jogador de futebol. Seja lá o que for, não deixe de correr atrás!

dsc_0693   dsc_0026

O que não indicaria para quem está planejando dar a volta ao mundo…uma dica crucial.

Nossa dica é: vá. Coloque uma meta, junte a grana que achar importante (não recomendamos ninguém a viajar sem dinheiro; tenha pelo menos o suficiente para voltar para casa em caso de alguma emergência) e vá. Talvez você dê uma volta ao mundo. Talvez você chegue até o Alasca. Talvez até a Colômbia. Talvez só chegue até a esquina. Não importa. Quanto mais você adiar seu sonho, mais difícil vai ser para colocá-lo em prática.

Qual o estilo de viagem de vocês? Carona, couchsurfing, trabalho voluntário, venda pela internet…etc

Nós procuramos viajar da maneira mais econômica possível (nossa meta é gastar, no máximo, 90 reais por dia, incluindo passeios, transporte, hospedagem, vistos, etc). Assim, vamos adaptando o estilo conforme o país.

Na Argentina e Chile, que são países caros, viajamos praticamente usando só carona, couchsurfing, acampando e ficando na casa de amigos que fizemos pelo caminho. Depois passamos por países onde nem couchsurfing nem carona funcionavam bem, mas eram econômicos. Na América Latina, de um modo geral, também conseguimos passeios e hotéis grátis em troca de divulgar o local na nossa página. No México, o AirBnb foi essencial. Nos EUA, a ideia era comprar um carro barato para viajar por todo o país (não deu desta vez, mas voltaremos).

Aqui na Ásia estamos viajando de uma maneira mais “normal”: reservamos hotéis com antecedência, pegamos ônibus e, ocasionalmente, um voo econômico. Ainda estamos nos adaptando ao novo continente.

 

Voces tem alguma fonte de renda durante a viagem ou utilizam apenas o que economizaram e venderam antes de ir pelo mundo?

Basicamente usamos o dinheiro que juntamos. Estamos ganhando alguma coisa com o blog e vendendo fotos na internet, mas ainda está longe de ser uma fonte de renda considerável.

Qual o maior desprendimento que tiveram após cair na estrada, que jamais pensariam em largar o hábito.

Nós gostávamos de comer bem, e nunca recusávamos um convite para ir a algum bar com amigos.

Quando dizemos “comer bem”, não estamos falando em restaurantes de luxo ou coisa do tipo, mas sim em preparar alguma receita nova em casa nos finais de semana. Hoje em dia, como raramente conseguimos cozinhar e não temos como levar os temperos que gostaríamos na mochila, acabamos ficando basicamente com a comida de rua (às vezes nos damos ao luxo de algumas extravagâncias, mas são momentos raros).

Quanto aos bares, adorávamos tomar uma cerveja na companhia dos amigos. Hoje nem lembramos mais quando foi a última vez que entramos em um bar. Além do mais, depois que saímos da América Latina estamos tendo mais dificuldades para fazer amigos por conta do idioma.

Como vocês enxergam o mundo hoje…vendo tanta coisa de perto.

Esta viagem foi um aprendizado e tanto. Destruímos vários preconceitos (alguns que nem sabíamos que tínhamos) e aprendemos a amar mais as pessoas e a humanidade de uma forma geral. Sempre encontramos pessoas boas pelo caminho, independente da religião, classe social, nacionalidade ou o que for. Nossa maneira de ver o mundo (seja social, política ou religiosa) jamais será a mesma.

Se apaixonaram por qual país, odiaram algum?

Nós gostamos de todos os países que visitamos. Adoramos a liberdade de viajar pela Patagônia, o carisma dos venezuelanos, a simpatia dos filipinos e dos malaios, a cultura dos Andes e da América Central, a alegria dos mexicanos e a receptividade dos americanos (sim, estávamos receosos de ir para lá com tudo o que anda acontecendo, mas eles se mostraram muito hospitaleiros, pelo menos no único dia que passamos por lá). Até agora não temos reclamações a fazer.

Qual equipamento levam para registrar a Volta ao Mundo?

Nós temos uma câmera fotográfica semi-profissional da Nikon (D5200) e uma GoPro para vídeos e fotos embaixo d’água. Também andamos com um notebook que usamos para subir as fotos para a internet.

Algum motivo especial para o nome: Mundo sem Fim? Alguma inspiração?rs

Não. Decidimos o nome na tarde em que criamos o blog. Pensamos em vários nomes e combinamos algumas palavras que tivessem relação com a viagem. “Mundo Sem Fim” não foi a primeira escolha. Já não nos lembramos mais quais foram as outras ideias; mas, de todas, o domínio “mundosemfim.com” era o único disponível 🙂

Gostaram? Compartilhe com os amigos e marque seu amor.

Ajude o casal a continuar a realizar essa viagem…

Como? Compre o livro “A Viagem de Mucuvinha” custa apenas 9,90. E você estará ajudando bastante e viajando junto com eles, pela América do Sul. Em breve sairá mais edições.

23472070_1498499960226591_6256171447357559862_n 23244521_1498501990226388_7562277760574909955_n

 Sigam a Michele e o Renan em suas redes sociais!

Blog Mundo Sem Fim

Facebook : Mundo Sem Fim- uma viagem de volta ao mundo

Youtube: Mundo Sem Fim

dsc_0403

About Janah Leite

Tenho a alma livre e sonhadora... amante de boas aventuras, que ama ser a mãe da Maria, engajada em políticas sociais. Nas horas vagas sou Pedagoga e Blogueirinha... haha, sim sou. rsss