Dicas e Perrengues- Mochilão América do Sul-de ônibus e bla bla car. Parte 2

Continuando….

Pegamos um microônibus em frente a rodoviária no Paraguai até a fronteira, perguntei para muitas pessoas e ninguém sabia como chegar na fronteira, nem mesmo as pessoas que trabalhavam na rodoviária, fiquei bem abismada com as pessoas de lá, ninguém sabe dar informação, desculpe alguém do Paraguai que está lendo isso, mas não tive boas recordações do seu país. Não me levem a mal.

Mas como insisto, perguntei para um policial e ele informou uma forma econômica de chegar na fronteira, outra coisa que devemos nos atentar em mochilões, é sempre conseguir chegar no destino em horário comercial, horário que estão abertas as coisas, caso ao contrario pegue o ônibus noturno para chegar cedo no destino, chegar depois das 5h da manhã, pelo menos. Senão você se lasca na rodoviária gelada e fria de madrugada. Melhor ficar na rodoviária esperando durante o dia até a noite a saída do seu ônibus ou  aeroporto que é mais confortável, mas também se atente para horários dos vôos e saídas de ônibus, trem, da cidade de onde vai. No aeroporto próximo da minha cidade só tem ônibus até 22h, então tenho que prestar atenção na chegada do vôo, para eu não ficar plantada lá,como já aconteceu comigo quando viajei para Chapada dos Veadeiros.

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Rota 81 / Argentina

Chegando na fronteira Paraguai/Argentina que durou 2 horas, fomos a pé, ficamos na fila, e eu tinha que ter um endereço de onde eu iria ficar, eu não tinha, então eu pedi  para um homem que estava atrás de mim na fila, seu endereço em Formosa/Argentina, ele era brasileiro e me ajudou. Senão eu não poderia entrar na Argentina. Mais um dica, sempre tenham um endereço em mãos, de qualquer lugar, é apenas para eles registrarem no sistema…

Não tenho o direito de ficar sem rumo pelo mundo, tenho que ter algum endereço. Rssss

Fomos até a cidade de Formosa, nos hospedamos em um hotel, uma noite e de lá iríamos para Salta, chegando na rodoviária de Salta já tem várias pessoas te oferecendo passeios e hostel, isso acontece em todas as cidades que passei,nos 4 países, pois esse caminho é tradicional dos viajantes.  É o caminho andino, de Salta/Argentina  fui subindo o mapa, ficamos 1 semana em Salta, amamos a cidade,de lá seguimos em direção a Bolívia, passamos pela cidade de Jujuy, depois a cidade de Tilcara, amamos o hostel em Tilcara, de lá fomos para Pumamarca, uma cidade charmosa com montanhas coloridas, mas nem tanto, em 2 horas conhece tudo ou até menos, de lá fomos para Humahuaca, que também tem montanhas coloridas, mais coloridas do que Pumamarca.

Uma das coisas que devemos aprender quando viajamos por longo tempo é ouvir sua intuição, pois deveria ter dormido  na cidade de Humahauca/Argentina, lá é mais movimentado, digo isso pois gosto de hostel animado com festas, etc… De lá fomos para La Quiaca, mas é uma cidade bem pacata, que faz fronteira com a Bolívia, chegamos a noite, não tínhamos muitas opções de hotéis, um hotel cobrou muito caro, e como gosto de procurar mais, achei um hostel mais em conta, sem wi fi, para a minha tristeza. Acordamos e nos arrumamos para cruzar a fronteira e achar um wifi, mas só encontramos  em um local na cidade, onde tomamos nosso café. O café bem servido e o chocolate quente, era uma barra de chocolate no leite, a Maria adorou, eu gosto mesmo é de café com leite.

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About Janah Leite

Pedagoga, ama ser a mãe da Maria, gosta de inspirar as pessoas a viverem seus sonhos. Está em mudança de profissão para finalmente viver o nomadismo digital, que é sua grande meta de vida, junto com sua filha. Sempre tem uma visão positiva de seu posicionamento no mundo. Encara a viagem como uma busca constante de compreender o comportamento do ser humano, em suas diversas facetas, criando mais empatia e entendendo que somos iguais em diversas necessidades, independente da cor, religião, opção sexual e classe econômica.