Privatização da gestão na Ilha Grande/RJ, moradores são contra. Assinem a petição!

Andando pela Ilha Grande, não teve como não ouvir conversas dos moradores da Ilha Grande, reclamando e repudiando a privatização da Ilha, o governo do RJ, quer privatizar a gestão da Ilha, tudo feito sem ouvir a população da Ilha, que chega a 5000 moradores. Mais uma covardia impetrada pela administração desastrosa da camarilha Cabral/Pezão/Dornelles/Temer. O Fora temer ecoa em Angra dos Reis e Ilha Grande e em grande parte do Brasil.

Nesse projeto querem que seja entregue a Ilha para gestão privada, excluindo é claro os moradores que já trabalham lá. É um absurdo que isso ocorra, ainda mais nas escondidas, sem a participação dos moradores, o governo simplesmente impôs.

Dentre outras razões, apontamos alguns dos motivos de rejeição da Parceria Público-Privada para a Ilha Grande:

1. A concessão do controle do território ao privado enseja a perda de autonomia da governança local, assim como cria dificuldade na arbitragem pública entre os interesses do capital privado e da coletividade com um alto risco de criação de restrições à mobilidade da população local;

2. Ao mudar paradigmas socioeconômicos e financeiros, abre precedentes para inconveniente valorização de espaços, superlotação populacional e aceleração do processo de desigualdade social e de renda entre comunidades distintas em toda a ilha;

3. Alteração no eixo das discussões sobre políticas de conservação da biodiversidade que sofrerão forte pressão para flexibilização e dar lugar à financeirização do ambiente, do lucro como principal eixo de prioridades;

4. A necessidade de mão de obra especializada em determinados serviços atrairá fluxos migratórios e promoverá o aumento da concentração humana e de serviços nos Núcleos Populacionais da Ilha Grande, transformando-os em Áreas de Serviço, com a consequente degradação da vida local e ocupações irregulares;

5. Enfraquecimento das iniciativas de micro e pequeno porte, com prejuízo para maior participação das comunidades locais na prestação de serviços de apoio à visitação;

6. Estímulo às múltiplas tentativas de ingerências no espaço territorial da Ilha responsáveis por vários conflitos de ocupação e uso, às vezes, acobertando interesses privados ligados ao setor imobiliário e turístico, como no último zoneamento da Área de Proteção Ambiental de Tamoios, cujas propostas de Zonas de Interesse Turístico foram rejeitadas pelos ilhéus.

7. A questão fundiária, a qual incluiria indicação de áreas passíveis de concessão, sequer foi concluída, em função da complexidade do tema;

8. A contratação da interlocução social é inaceitável, um desrespeito à cidadania. É da República a responsabilidade pela condução de pautas voltadas para organizar o nosso futuro;

9. Alto risco de prejuízo às comunidades tradicionais, à capacitação técnica dos quadros profissionais públicos e à própria política ambiental pública;

10. A sociedade será sacrificada pelo uso abusivo de tarifas − a principal fonte de ganho dessas empresas −, que ocorre em sequência às concessões.

Fonte: midiacoletiva.org

About Janah Leite

Pedagoga, ama ser a mãe da Maria, engajada em políticas sociais. Gosta de inspirar as pessoas a viverem seus sonhos. Sempre tem uma visão positiva de seu posicionamento no mundo. Encara a viagem como uma busca constante de compreender o comportamento do ser humano, em suas diversas facetas, criando mais empatia e entendendo que somos iguais em diversas necessidades, independente da cor, religião, opção sexual e classe econômica.