Quando almas livres se encontram

Como podemos estar separados? Almas sem destino por aí vagando… Perdendo-se em outros corpos, tentando encontrar um ao outro. Mas não te conheço fisicamente, como posso sentir teu cheiro? Como posso tocar tua pele? Como posso sentir teu afago? Posso te sentir aqui… agora, com seus braços envoltos ao meu corpo, enquanto escrevo esta carta, sem remetente, mas com destino certo.

Talvez algum pássaro não consiga chegar hoje aí, onde está, pois, em uma noite chuvosa, a trovoar muito, pássaros costumam repousar, guardando nossas cartas bem perto do coração… protegidas. Acredito que possa demorar esta carta a chegar a suas mãos, mas também para que carta? Se somos ligados ao pensamento, afinal, nascemos para nos encontrarmos, nada irá mudar isso. Talvez isso se chame destino. Destinos que se atraem pelo desejo de pertencerem a um mundo que não cabe mais em um só lugar, destinos que se cruzaram para sempre, destinos que buscam os mesmos ideais de somente serem felizes.

Fico a andar pela casa, buscando uma solução para enfim te ter em meus braços, mas em vão! Tudo me remete a você, não aguento mais ficar tão distante, isso me corrói, me rasga por dentro. Sinto-me vazia, sei que nada aqui tão perto irá me preencher, somente tu, do outro lado do oceano, distante de todos os mares que conheço. Volta logo, minha alma está com saudade de sentir pelo menos teu toque ao fechar meus olhos.

Nem sempre queremos alguém ao nosso lado, pelo simples fato de não ocorrer uma conexão, temos que prestar atenção nos sinais que as vibrações em meio ao caos nos dão. Encontrar alguém que nos faça ser exatamente quem somos, sem querer esconder nada, sem nos querer mudar nada, aceitando todos nossos defeitos e aplaudindo nossas qualidades é uma tarefa difícil em um tempo em que a conectividade nos aproxima tão fácil de tantos Joãos, obtendo muitas opções de relacionamentos. Cabe a nós, donos da nossa vida, buscar e acreditar que existam possibilidades de estarmos com alguém simplesmente por não querermos nenhum outro no lugar. Não se relacionando com alguém, pois a sociedade coloca em você uma obrigação de ter alguém ao seu lado.

Mas será que esse alguém te transborda? Pois amor para completar não me cabe, não me serve, sou intensa demais para complementos, desejo alguém que me transborde por inteira, que tire o melhor de mim, nos simples gestos diários.

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Sobre a autora:

Amante de comédias românticas, ama sorvete de chocolate depois do almoço, adora ouvir mil16406866_1427054377307373_8688729853342723931_n vezes a mesma música, compartilha de ideais de uma sociedade boa para todos, metida a jornalista e dona de si.


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About Janah Leite

Pedagoga, ama ser a mãe da Maria, engajada em políticas sociais. Gosta de inspirar as pessoas a viverem seus sonhos. Sempre tem uma visão positiva de seu posicionamento no mundo. Encara a viagem como uma busca constante de compreender o comportamento do ser humano, em suas diversas facetas, criando mais empatia e entendendo que somos iguais em diversas necessidades, independente da cor, religião, opção sexual e classe econômica.