Dicas Chapada dos Veadeiros/GO – Diário de Viagens

A Chapada dos Veadeiros é uma região de cerrado, no estado de Goiás, o qual abrange vários  municípios brasileiros, dentre eles:  Alto Paraíso, Cavalcante, São Jorge, Colinas do Sul, São João d’Aliança, Teresina de Goiás, Engenho. Ela é localizada a 258 km de Brasília.

A Chapada dos Veadeiros também é bastante conhecida por ser a melhor localização para ver discos voadores. Nela existe até um “discoporto”, local que a galera se reúne para beber e fazer novas amizades. Infelizmente não consegui conhecer. Vou deixar para a próxima, mas fiquei muito curiosa. Existem muitas pessoas que são atraídas pela bela vista que a Chapada proporciona, com o céu extremamente estrelado, um dos mais bonitos que já vi. A Chapada é demais!!!

O aeroporto mais próximo fica em Brasília. É bacana alugar um carro em Brasília e ir até a Chapada dos Veadeiros, pois a viagem dura em torno de 4 horas. A estrada é ótima, plana, não tem curvas, bem sinalizada e um visual das montanhas INCRIVELMENTE BELO.

Saímos do Aeroporto de Guarulhos até Brasília. Ao chegar, contratamos um Uber para nos levar até a Rodoviária Interestadual de Brasília, pois já estava em cima da hora e fiquei com medo de perder o ônibus para Alto do Paraíso. Só existem dois horários: 10h e 21h. Existe um ônibus circular para Rodoviária Interestadual, com valor de R$ 3,80 e outro ônibus mais confortável e espaçoso, que passa em frente à Esplanada dos Ministérios por R$10,00. Este leva em torno de 30 minutos para chegar à rodoviária.

Nosso voo chegou às 9h em Brasília, saímos direto para a parada de ônibus em frente ao Aeroporto Internacional de Brasília, no estacionamento, logo na porta de saída já dá para avistar. Queria pegar esse ônibus de R$ 10,00, mas fomos com um Uber que se prontificou a levar minha filha, eu e mais dois rapazes, que já esperavam ali, para “encher” o carro.

Durou 10 minutos o percurso e paguei 20 reais. Peguei o contato desse Uber para nos pegar na volta da Chapada  e nos levar para o Aeroporto de Brasília.

A passagem de ônibus comprei pela internet no site da empresa Real Expresso. Custou em torno de 40 reais. Chegando à rodoviária, fora dela comemos tapioca de carne seca e frango com catupiry (R$ 5,00 cada), uma delícia! Aproveitamos, pois, na rodoviária, é bem caro as coisas, como em qualquer lugar do Brasil e do mundo!

Tivemos que pagar uma taxa de  R$ 3,00 para emitir o comprovante de embarque do ônibus. A viagem até Alto Paraíso foi tranquila… mentira… quase… rssss. Uma criança, que estava atrás do nosso banco, passou mal e vomitou, e aquela “água” escorreu pelo ônibus (bem que estava sentindo cheiro de pão de queijo), mas não era pão de queijo, né!? Rssss. Tivemos que ir com os pés sem encostar no chão até o ônibus ser limpo na parada, em São João da Aliança. Lá limpei minha mochila nova que já tinha sido “batizada”, não pela trilha, e sim pelo o que escorreu pelo ônibus.

Almoçamos em São João d’Aliança, uma comida gostosa. Nem fazia ideia de onde estávamos, mas sabia que estava perto da tão sonhada Chapada dos Veadeiros. Foi um ano pesquisando, planejando tudo.

Chegamos a Alto Paraíso e já fomos recepcionadas com lotações na rodoviária. Mal descemos do ônibus e já tinham pessoas falando sobre São Jorge, onde ficamos hospedadas. O senhor que nos levou foi muito gentil, cobrou a metade do valor da passagem da minha filha. Seriam R$ 20,00 para cada, ele fez por R$ 10,00 para ela. Vocês devem estar pensando, mas é criança, paga meia mesmo. Guarde isso para os próximos relatos que irão ler no meu blog… (hahaha). Guarda aí.

Esse senhor nos deixou na porta da Pousada Flor do Cerrado, na Vila São Jorge. Uma pousada bacana, na qual fomos bem recebidas, com o café da manhã muito bom. Ela é perto da entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, perto de tudo na vila.

São Jorge tem uma galera mais roots que frequenta o local. Como gosto desse tipo de pessoas, eu não me importo. São pessoas que não te medem com olho de cima abaixo, mesmo não curtindo a vibe deles. Identificamos-nos bastante, pois a vibe que nos une é melhor: que é curtir a natureza. Identifico bastante. Já em Alto Paraíso, percebi que já são mais casais que se hospedam, outra vibe, não menos importante.

Ficamos 5 dias na Chapada dos Veadeiros, quando chegamos fomos conhecer a Vila São Jorge, um lugar bem simples, mas com uma energia MARA!!! Só achei ruim, pois depois das 21h já não se encontra muita coisa para comer, tipo um lanche, algo em pequena porção e em conta. Encontramos pastel na entrada da Vila, que demorou bastante para ser feito. Alguns lugares me deram troco errado, sempre para menos, é claro, e nem ficavam vermelhos. Achei bem desagradável essa parte da viagem, fazem isso, pois devem estar acostumados. As pessoas ao passearem ficam sossegadas e não reparam no troco, no preço do cardápio, mas eu reparo, e bastante! Meu dinheiro vale ouro… rsss.

Dica: Olhem os preços no cardápio e vejam se bate com o valor final. Existem pessoas ótimas na Chapada, mas o que vi de oportunistas, não está escrito no gibi. Mas tentaram em vão. Guia, então, cada um faz um preço exorbitante, sei que é o trabalho deles, mas eu que pesquiso muito as coisas vi o quanto alguns são oportunistas, de até falar que é perigosa a Cachoeira de Santa Bárbara, que é muitooo difícil de achar, só para você contratá-los.

Fomos ao Vale da Lua, bem perto da pista, nas Águas Thermais, no Parque Nacional, na Aldeia Multiétnica, lugares incríveis. A Chapada é enorme, mesmo indo lá várias vezes fica  impossível conhecer tudo. Mas vale a pena cada esforço. Quem pensa que lá só tem trilha se engana, tem várias cachoeiras perto da estrada. Lá é tudo bem sinalizado, em um dia você consegue ir a duas cachoeiras e curtir tranquilo, mas precisa sair cedo. Repito, aluguem carro em Brasília, não precisam de guia para andar lá, a estrada é ótima, tem bombeiros em todas as cachoeiras, mesmo as mais distantes. Na volta da Chapada dos Veadeiros, liguei para o Uber e ele foi me buscar na rodoviária. Antes me levou para tirar fotos na Esplanada dos Ministérios, que é no caminho para o Aeroporto de Brasília.

Bom, nos próximos posts, vou relatar como foi cada dia da nossa viagem. Neste fiz um texto geral da viagem. Fiquem ligados nos próximos!

Veja também:

Cachoeira Santa Bárbara

Vale da Lua

 Beijo da Janah.

About Janah Leite

Pedagoga, ama ser a mãe da Maria, gosta de inspirar as pessoas a viverem seus sonhos. Está em mudança de profissão para finalmente viver o nomadismo digital, que é sua grande meta de vida, junto com sua filha. Sempre tem uma visão positiva de seu posicionamento no mundo. Encara a viagem como uma busca constante de compreender o comportamento do ser humano, em suas diversas facetas, criando mais empatia e entendendo que somos iguais em diversas necessidades, independente da cor, religião, opção sexual e classe econômica.